Saturday, 22 April 2017

Quem Cria




Nas profundezas do céu,
Dentro do infinito escuro
Olho e vejo que afinal sou eu,
E aceno ao meu reflexo puro.

Caco e estilhaço, 
Da eterna bola de cristal
Que explodiu e se fez espaço,
Transformando o nada em banquete magistral.

Fujo à confusão,
A este querer fazer absurdo.
É na minha solidão
Que eu sou o dono de tudo.

Quem achas que tem as mãos nos ferrolhos,
Quem cria, quem está a decidir, 
Se é no derradeiro fechar dos teus olhos
Que tudo deixa de existir?


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